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A Ascensão das Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs)

A Ascensão das Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs)

24/12/2025 - 20:57
Bruno Anderson
A Ascensão das Moedas Digitais de Bancos Centrais (CBDCs)

O mundo financeiro está a atravessar uma transformação digital sem precedentes, impulsionada pela inovação tecnológica e pelas necessidades de uma economia globalizada.

Este movimento, liderado por bancos centrais de todo o mundo, promete redefinir a forma como interagimos com o dinheiro, tornando-o mais eficiente e acessível.

A ascensão das CBDCs não é apenas uma tendência passageira, mas uma evolução necessária e inevitável que está a moldar o futuro dos sistemas monetários.

Contexto Global da Ascensão das CBDCs

Atualmente, cerca de 70% dos bancos centrais existentes estão a estudar a criação das suas próprias moedas digitais.

Dados do Atlantic Council revelam que 130 países, representando 98% do PIB global, estão envolvidos em projetos de CBDCs.

Esta adoção massiva reflete uma busca global por eficiência e segurança nas transações financeiras.

  • Países como a China e as Bahamas já implementaram pilotos de CBDCs.
  • Nações em desenvolvimento estão a acelerar os estudos para reduzir a exclusão financeira.
  • O Brasil destaca-se como um dos líderes nesta revolução digital.

A expansão das CBDCs está a criar um ecossistema financeiro mais interconectado e resiliente.

O Que São CBDCs e Suas Características Principais

Uma CBDC é a versão digital da moeda oficial de um país, emitida e controlada diretamente por um Banco Central.

Diferencia-se fundamentalmente das criptomoedas por ser totalmente regulada pela autoridade monetária, garantindo estabilidade e confiança.

  • Utiliza tecnologias avançadas como blockchain e contratos inteligentes.
  • Destinada a funções como dinheiro programável e tokenização de ativos.
  • Alinhada com políticas económicas e monetárias nacionais.

Esta inovação permite transações mais rápidas e transparentes, sem perder a supervisão central.

Distinção das CBDCs em Relação às Criptomoedas

Enquanto as criptomoedas são vistas como ativos voláteis, as CBDCs funcionam como moedas oficiais digitais seguras.

As CBDCs não têm a volatilidade associada a ativos como o Bitcoin, pois são lastreadas pelos bancos centrais.

  • CBDCs são emitidas por entidades reguladas, enquanto criptomoedas operam de forma descentralizada.
  • Oferecem maior proteção ao consumidor e cumprem normas anti-lavagem de dinheiro.
  • Promovem a inclusão financeira de forma controlada e segura.

Esta distinção é crucial para entender o papel das CBDCs na modernização financeira.

O Caso Brasileiro: Drex em Foco

No Brasil, o projeto da moeda digital é conhecido como Drex, que terá o mesmo valor do real tradicional.

O Drex será regulado pelo Banco Central e emitido exclusivamente na sua plataforma digital.

O objetivo é criar uma extensão segura da moeda física para uso em ambientes virtuais e offline.

  • Acesso à plataforma via intermediários financeiros autorizados, como bancos.
  • Cronograma de desenvolvimento com fases piloto focadas em privacidade e modelos de negócio.
  • Expectativa de implementação em até três anos a partir de 2023.

O Drex permitirá diversos tipos de transações financeiras com ativos digitais, aumentando a eficiência.

Benefícios e Transformações Esperadas com as CBDCs

A introdução de CBDCs como o Drex promete revolucionar não apenas os meios de pagamento, mas todo o sistema financeiro.

Ao reduzir custos e aumentar a eficiência, viabiliza-se novos negócios e participantes no mercado.

  • Sistemas mais ágeis, seguros e acessíveis para todos os cidadãos.
  • Democratização do acesso a serviços financeiros, especialmente em áreas remotas.
  • Modernização que torna as transações mais rápidas e transparentes.

Isso pode levar a uma maior inclusão económica e ao surgimento de inovações em setores como o crédito e investimentos.

Regulamentação e Segurança no Setor Digital Brasileiro

No Brasil, a Lei 14.478/22 e o Decreto 11.563 estabeleceram o Banco Central como regulador do setor de ativos virtuais.

As Resoluções BCB nº 519, 520 e 521, que entram em vigor em 2026, criam um regime de licenças robusto para serviços de ativos virtuais.

  • Proteção e transparência nas relações com os clientes são prioridades.
  • Prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo.
  • Monitoramento macroprudencial para coletar dados sobre transações e riscos.

Esta estrutura garante que as CBDCs operem com segurança e alinhadas aos interesses públicos.

O Futuro das CBDCs e Seu Impacto na Sociedade

A expectativa é que mais países adotem CBDCs, criando um sistema financeiro global mais integrado e eficiente.

O Drex, por exemplo, não visa eliminar o dinheiro físico, mas oferecer uma alternativa digital supervisionada que complementa o real.

  • Facilitação de transações transfronteiriças com menor custo e tempo.
  • Promoção da inclusão financeira para populações não bancarizadas.
  • Fomento à inovação em serviços como empréstimos digitais e pagamentos programáveis.

Esta transformação é um passo crucial para uma economia mais tecnológica e equitativa.

Em conclusão, a ascensão das CBDCs representa uma oportunidade única para modernizar os sistemas financeiros.

Ao abraçar esta mudança, podemos construir um futuro onde o dinheiro seja mais eficiente, seguro e acessível para todos, impulsionando o crescimento económico e a justiça social.

Com projetos como o Drex, o Brasil posiciona-se na vanguarda desta revolução, inspirando outros países a seguirem o exemplo.

Bruno Anderson

Sobre o Autor: Bruno Anderson

Bruno Anderson